quarta-feira, 14 de outubro de 2009

E os pedestres?


Um importante trecho da cidade, há muito construído, não leva em conta os inúmeros pedestres que utilizam o local para transitar diariamente. Com um fluxo grande de veículos leves e pesados, o conhecido Km0 não mantém vias de acesso de pedestres. São presenciadas inúmeras situações de risco envolvendo a população que depende da via para seu trânsito.

Até quando essa situação continuará?

domingo, 11 de outubro de 2009

Caiu na Rede com Lívio Soares



Meu grande amigo Lívio Soares acaba de nos presentear com mais uma de suas brilhantes idéias. Está no ar o Caiu na Rede, um programa semanal que estará disponível em seu blog Liviano.


Vale a pena conferir.


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Banalizando a Vida. - Adaptação inspirada em texto de Bertolt Brecht

Primeiro levaram o almoço em família
Mas não me importei com isso
Eu era moderno

Em seguida levaram as conversas em família
Mas não me importei com isso
Eu também estava cansado demais

Depois perderam-se os costumes
Mas não me importei com isso
Porque eu não tinha tempo

Depois cada um se isolou
Mas não me importei com isso
Porque eu tinha coisas mais importantes a fazer

Depois gritaram socorro
Mas não me importei com isso
Porque eu estava ocupado demais

Depois agarraram-se nas drogas
Mas como não uso drogas
Também não me importei

Agora estão matando os filhos do vizinho
Mas como não são meus filhos
Também não me importei

Agora estão aqui na porta de casa
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Mata Ciliar em Patos de Minas



A Mata Ciliar em Patos de Minas está esquecida, abandonada. Basta uma breve análise nas fotos feitas por satélite no Google Mapas (de uns cinco anos atrás) para se ter noção do estágio de degradação dessa importante formação vegetal.

Quem liga para a Mata Ciliar? O que os olhos não vêem o coração não sente.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Festival Marreco de Música Independente

Conferi e apresentei ontem o Festival Marreco de Música Independente. O evento ocorreu no Galpão do Produtor, ao lado da rodoviária, tendo começado por volta de 14h30 e terminado por volta de 22h30. A organização do evento foi da Peleja Criação Cultural.

Como parte da programação, houve do dia 15 ao dia 20/12 oficinas sobre música, consumismo e improvisação corporal. Também ocorreu oficina sobre como divulgar música independente em tempos de internet.

Janela Verde, de Patos de Minas, foi a banda que abriu o festival. O grupo tem baladas vigorosas e um pé no passado – com direito a órgão modelo SM44 na terceira música. A esse apelo antigo, visível também no figuro, juntou-se o peso da segunda parte do show.

A seguir, apresentou-se a banda Radiotape, de Belo Horizonte. Não fazem questão de esconder as influências do pop/rock inglês de meados da década de 90 para cá. O som da banda é pop e dançante. Mesmo quando decidem soar mais pesados, não abrem mão das agradáveis melodias.

O terceiro grupo a se apresentar foi a Banda 4, de Sabará. Vieram a Patos de Minas com uma proposta sui generis: apresentar música instrumental. O trabalho tem um clima soturno e, por vezes, pesado. Os arranjos e os climas criados pela banda lembram os momentos psicodélicos do rock progressivo.

A banda Seu Juvenal, de Uberaba, que veio a seguir, não poupou: apresentou um som cru, nervoso, agressivo. Letras com preocupações sociais eram cantadas de modo visceral pelo vocalista. Fizeram o deleite da galera que curte um rock mais rápido, direto e pesado.

Também de Uberaba, veio a banda Acidogroove, com seu ótimo som melodioso e levemente melancólico. A despeito dessa leve melancolia, têm um som pop – não no sentido pejorativo do termo, não no sentido de um pop bobo e artificial.

O antepenúltimo grupo a se apresentar foi o Barabizunga, de Patos de Minas. É um barato o quanto deixam claras as misturas que compõem o som da banda: samba, baião, pop e/ou rock. Tudo isso com o senso de humor de quem deixa, felizmente, a impressão de querer se divertir fazendo música.

Também de Patos de Minas, a banda Vandaluz levou ao palco seu show histriônico, teatral e mordaz. Irônicos e irreverentes, não poupam nem religiões nem ricos nem pobres. Poesias são declamadas, a indiferença é massacrada. Os fãs cantaram as músicas do CD “Ascende”.

A banda que encerrou o festival foi o Porcas Borboletas, de Uberlândia. Também têm o senso de humor como forte característica do trabalho. Ironia e teatralidade perfazem o som do grupo. Só para se ter uma idéia: passaram o som, voltaram para o hotel em que estavam e aguardaram que eu os chamasse para o show. Atravessaram correndo a rua, subiram no palco e começaram a tocar.

Terminada a apresentação deles, um monte de gente subiu ao palco, a fim de celebrar a festa que se encerrava. Integrantes de várias bandas, o pessoal da organização e outros presentes finalizaram o vitorioso festival.

Acompanhei o evento em cima do palco. Pude ver de perto a animação e a garra com que o pessoal das bandas tocou. Chegavam entusiasmados e tocavam com vontade, mesmo quando o público ainda era pequeno, na primeira hora do festival.

Também gostei das várias vertentes apresentadas pelas bandas. Por fim, é sempre bom presenciar que apesar da dificuldade de se entrar no mundo das grande gravadoras, o cenário independente tem produzido muito, revelando bandas ousadas e com ótima qualidade.

Aos organizadores, parabéns pela iniciativa. Organizar qualquer evento não é fácil. Organizar um evento voltado para a música independente é mais difícil ainda. Que essa tenha sido a primeira edição do Festival Marreco de Música Independente.