Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Mata Ciliar em Patos de Minas



A Mata Ciliar em Patos de Minas está esquecida, abandonada. Basta uma breve análise nas fotos feitas por satélite no Google Mapas (de uns cinco anos atrás) para se ter noção do estágio de degradação dessa importante formação vegetal.

Quem liga para a Mata Ciliar? O que os olhos não vêem o coração não sente.

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Festival Marreco de Música Independente

Conferi e apresentei ontem o Festival Marreco de Música Independente. O evento ocorreu no Galpão do Produtor, ao lado da rodoviária, tendo começado por volta de 14h30 e terminado por volta de 22h30. A organização do evento foi da Peleja Criação Cultural.

Como parte da programação, houve do dia 15 ao dia 20/12 oficinas sobre música, consumismo e improvisação corporal. Também ocorreu oficina sobre como divulgar música independente em tempos de internet.

Janela Verde, de Patos de Minas, foi a banda que abriu o festival. O grupo tem baladas vigorosas e um pé no passado – com direito a órgão modelo SM44 na terceira música. A esse apelo antigo, visível também no figuro, juntou-se o peso da segunda parte do show.

A seguir, apresentou-se a banda Radiotape, de Belo Horizonte. Não fazem questão de esconder as influências do pop/rock inglês de meados da década de 90 para cá. O som da banda é pop e dançante. Mesmo quando decidem soar mais pesados, não abrem mão das agradáveis melodias.

O terceiro grupo a se apresentar foi a Banda 4, de Sabará. Vieram a Patos de Minas com uma proposta sui generis: apresentar música instrumental. O trabalho tem um clima soturno e, por vezes, pesado. Os arranjos e os climas criados pela banda lembram os momentos psicodélicos do rock progressivo.

A banda Seu Juvenal, de Uberaba, que veio a seguir, não poupou: apresentou um som cru, nervoso, agressivo. Letras com preocupações sociais eram cantadas de modo visceral pelo vocalista. Fizeram o deleite da galera que curte um rock mais rápido, direto e pesado.

Também de Uberaba, veio a banda Acidogroove, com seu ótimo som melodioso e levemente melancólico. A despeito dessa leve melancolia, têm um som pop – não no sentido pejorativo do termo, não no sentido de um pop bobo e artificial.

O antepenúltimo grupo a se apresentar foi o Barabizunga, de Patos de Minas. É um barato o quanto deixam claras as misturas que compõem o som da banda: samba, baião, pop e/ou rock. Tudo isso com o senso de humor de quem deixa, felizmente, a impressão de querer se divertir fazendo música.

Também de Patos de Minas, a banda Vandaluz levou ao palco seu show histriônico, teatral e mordaz. Irônicos e irreverentes, não poupam nem religiões nem ricos nem pobres. Poesias são declamadas, a indiferença é massacrada. Os fãs cantaram as músicas do CD “Ascende”.

A banda que encerrou o festival foi o Porcas Borboletas, de Uberlândia. Também têm o senso de humor como forte característica do trabalho. Ironia e teatralidade perfazem o som do grupo. Só para se ter uma idéia: passaram o som, voltaram para o hotel em que estavam e aguardaram que eu os chamasse para o show. Atravessaram correndo a rua, subiram no palco e começaram a tocar.

Terminada a apresentação deles, um monte de gente subiu ao palco, a fim de celebrar a festa que se encerrava. Integrantes de várias bandas, o pessoal da organização e outros presentes finalizaram o vitorioso festival.

Acompanhei o evento em cima do palco. Pude ver de perto a animação e a garra com que o pessoal das bandas tocou. Chegavam entusiasmados e tocavam com vontade, mesmo quando o público ainda era pequeno, na primeira hora do festival.

Também gostei das várias vertentes apresentadas pelas bandas. Por fim, é sempre bom presenciar que apesar da dificuldade de se entrar no mundo das grande gravadoras, o cenário independente tem produzido muito, revelando bandas ousadas e com ótima qualidade.

Aos organizadores, parabéns pela iniciativa. Organizar qualquer evento não é fácil. Organizar um evento voltado para a música independente é mais difícil ainda. Que essa tenha sido a primeira edição do Festival Marreco de Música Independente.

Patenses na "Volta da Pampulha" - Furo na Folha

O jornal Folha Patense, na sua edição do último sábado, publicou nota sobre três patenses que participaram da Volta da Pampulha. Há pelo menos mais um patense que participou da prova e que não foi citado pelo periódico. É o meu amigo Henrique Guimarães e Silva, o popular "Rincão Quebradeira". Até onde eu sei Henrique foi o patense mais bem colocado, chegou em 522º lugar entre os mais de onze mil participantes da Volta. O resultado você pode conferir aqui. É a terceira participação do Rincão na prova e, a cada ano, ele melhora sua colocação. Parabéns Rincão!

Sábado, 6 de Dezembro de 2008

Índice de Desenvolvimento Familiar em Patos de Minas

Há pouco, conferi na página do jornal O Estado de São Paulo dados sobre o IDF (Índice de Desenvolvimento Familiar) de algumas cidades do País. O IDF foi criado pelo Ministério do Desenvolvimento Social com base nos dados do Cadastro Único, que tem informações sobre famílias assistidas pelo Bolsa-Família. O IDF varia de 0 a1. Quanto mais perto de 1, melhor o resultado, naturalmente.

Eis os resultados de Patos de Minas:

● Índice de Desenvolvimento Familiar: 0,61
● Acesso ao trabalho: 0,08
● Disponibilidade de recursos: 0,74
● Desenvolvimento infantil: 0,72
● Condições habitacionais: 0,89
● Acesso ao conhecimento: 0,51
● Vulnerabilidade: 0,72

Mais informações neste link.

Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

FESTIVAL MARRECO

No dia 21 de dezembro vai ser realizado em Patos de Minas o Festival Marreco de Música Independente. O evento começa às 14h, no Galpão do Produtor, ao lado da rodoviária. A entrada é franca.

As seletivas já foram feitas, de modo que a programação está definida.

As seguintes bandas vão participar: Janela Verde, Radiotape, Banda 4, Seu Juvenal, Acidogroove, Barabizunga, Vandaluz e Porcas Borboletas.

Não bastasse o festival em si, que já é uma louvável e necessária realização, oficinas, palestras e debates vão ocorrer. Para mais informações, não deixe de acessar o blog do evento: Festival Marreco.

Desde já, parabéns ao Coletivo Peleja, patenses que organizam a maratona musical. Arregimentar um festival de música independente não é fácil. Cada um, com seu desprendimento e entusiasmo, quer inserir a cidade na cena independente. Todo sucesso para eles.